Equilibrando-se


A vida nos deixa escolhas
Tão numerosas quanto folhas
Mas nenhuma é aquela que cobre todas as possibilidades,
Todas as verdades.
E vivemos pensando em qual escolher,
Qual fruto colher.

Sempre haverão dificuldades,
Disso não tenho dúvidas.
Como eu queria escolher a felicidade,
A fortuna,
E a diferença no Mundo.
Felizmente eu já fui a fundo,
E descobri
Que mesmo que digam que devemos pensar nos nossos filhos,
Deixá-los tesouros,
Isso somente os bloqueará de lutar pelos seus louros
Da vitória
Ou mesmo da derrota.
Porque sempre serão nos erros os motivos da nossa evolução;
Uma luta que tem início no nascimento
E que só com sincero envolvimento
Poderá ser trespassada,
Vencida,
Dolorida,
E findada.

Chegamos num estágio da vida
Que abrimos os nossos olhos,
Precisamos ter histórias pra contar!
E vivemos num mundo de pessoas que falam,
Que contam,
E choram.
São pessoas que vivem como Pinóquios
Bonecos controlados,
Fadados
A falhar miseravelmente.
Vivemos em meio a outros sete bilhões de pessoas
E que muito poucas fazem a diferença
Não importa qual seja sua crença.

Tudo está fadado às nossas escolhas.
A vida é como pescar.
Jogamos na água nossas rolhas,
Em busca de boas coisas
As vezes se importando demais com o agora,
E pouco com o que acontece lá fora.
Temos muitos caminhos a seguir
E mesmo acreditando em destino,
Como chegar lá sempre dependerá de nós mesmos.
Seja sozinho ou com uma pessoa do nosso lado,
Temos sempre a possibilidade de fazer a diferença no mundo.
Temos que abraçar isso.
Nos acorrentar a isso.

Quando morrermos e estivermos lá sendo velados,
Que história vão contar de nós quando estiverem ao nosso lado?
Quando estivermos lá, inertes
Será que lembrarão das nossas mentes férteis?
Quando nossos olhos estiverem sem o brilho que tem hoje
Quando estivermos rodeados pelos nossos familiares,
Amigos,
E as pessoas que nos amam,
Sendo poucas ou muitas, dependendo do nosso sucesso,
Da diferença que nós fizemos na vida delas,
O que elas vão falar?
Serão boas coisas?
Elas terão bons mais motivos pra sorrir,
Ou pra chorar?
Será que elas serão incapazes de qualquer motivo dar,
Para em um silêncio mortal ficar?
Talvez lhe faça pensar
Hoje
Agora ou amanhã
Que pode ser que você se sinta mal
Que alguém lhe visite por obrigação.

O que você quer?
Que elas lembrem de todas as boas coisas que você fez
Ou mesmo teve
Ou elas vão falar de como você foi uma pessoa triste,
Tal qual como um pássaro em uma gaiola
Sem água
Ou alpiste
Mesmo tendo riquezas e fortunas?

A vida acaba se resumindo
Em pessoas chorando e cães latindo.
Pensar em sobreviver
Em meio a crises,
Algumas vezes aparentemente intransponíveis.
Mas também pensar que o mundo depende de cada um de nós
E que viver não é só pensar em vós,
Em pais e mães ,
Mas também em nós.
E a balança da Terra se estabilizará naturalmente
Seja pelas tuas verdades ou quando mentes
Que teu coração nada sentes
Quando vê na televisão uma criança que chora,
De fome,
Ou da falta que a gente
Em todo nosso egoísmo
Acaba esquecendo
Que são sete bilhões de almas
Algumas nervosas
Outras calmas
Mas todas lutando a sua própria e sozinha cruzada
Em busca do objetivo final
Serem

Amadas.