Minha bondade em esquecimento

Ainda estou buscando por respostas, cujas perguntas nem me lembro mais.
Alguma coisa sempre parece faltar, e neste vai e vem de pensamentos escuros nasce aquela angustia maldosa, que me deixa ver o quão vulnerável sou, o quão distraio estou sendo.

As noites solitárias me fazem pensar, refrescar a mente das coisas mundanas e de todas as derrotas que já passei. A vida agitada de uma cidade grande nós transforma em androides. Ajude-me a pensar, por que comportamos da maneira que comportamos? Não me lembro de ser assim no inicio da vida, meu coração era menos frio, e mais corajoso.
Respirar aquele ar puro, sentir paz ao estar do lado de alguém se gosta, dizer eu te amo até para o cachorro deitado em seu colo.

Não vou gritar mais, é tolice quando nem você próprio está disposto a ouvir. Estou ficando cada vez mais letárgico, me sentindo preso num cubo de gelo e ar, esperando o tempo passar, as feridas formarem cascas, e as pessoas mudarem. Um dia inteiro de tristezas sutis, que depois se transformarão em memorias curtas para serem contadas a ninguém. Tem coisa pior do que saber o significado das próprias lágrimas? 
De tanto por a alma nas coisas, estou ficando sem ela. Onde estão meus sentimentos que tanto valorizo nas outras pessoas? Quem escreve, escreve sempre para alguém.

Comentários

Regina Doroty disse…
Interessante.. Nos comportamos da maneira que nos comportamos na maior parte das vezes porque nos dias de hoje, tudo ao nosso redor nos obriga a isso. Ainda não temos 'o direito' de ser quem somos.. Não acho ruim saber o significado das nossas próprias lágrimas, seila, o mal estar passa mais rápido do que quando você não está muito legal e não sabe ao menos o motivo. (Pelo menos comigo é assim) kkkkkk

Um abraço, dois beijos.
http://blogreedoroty.blogspot.com
Carlos Filho disse…
Obrigado pela visita Regina.
hehe quando não sabemos o significado de algo a angustia é maior, e este mal estar persiste. Mas quando sabemos, ou temos a noção daquilo que nos magoa, as responsabilidades pesam bastante, por que vamos querer soluciona-las. É como atravessar uma ponte com os olhos fechados e no escuro; você não vê o precipício, mas atravessa com medo. Agora imagina atravessar a mesma ponte olhando sempre para seus pés, sob o clarão do dia...