Humanismo exacerbado

Temos um potencial cósmico; e o nosso tempo não é o mesmo Tempo dos outros.

Cantamos aquilo que não conseguimos falar, pois certas palavras nos machucam demais para serem apenas ditas em letras sem voz, sem ritmo e harmonia. Procuramos a melhor forma de sermos-nos mesmos, ao mesmo tempo em que não queremos ser ninguém.
Ser humano significa ser os ser mais complicado do mundo. 

Somos o quê na verdade?
O que somos não implica, apenas, numa escolha nossa, mas é nossa a escolha de decisão.

Ás vezes tendo a me observar. Gosto de pensar no que me tornei, no que meu coração é hoje; nem quente demais a ponto de me queimar, mas também nem frio o bastante para me congelar.
(A quem diga que o equilíbrio é perigoso, mas eu também tenho lá minhas dúvidas, pois duvidar faz parte de mim)


Olhe para aquelas luzes e me diga no que vê. É claro demais, não é mesmo? Eu custei a aceitar que precisamos de um pouco de sombras para poder ver melhor. Precisamos nos machucar com os espinhos para aprender a mexer com as rosas. Precisamos cair, para então aprender a se levantar.


Apegamos ao sagrado para mitigar tantas coisas, mas nunca nós ensinam a separá-la de nossa própria fé.
Somos livres? A gente acaba aprendendo que não podemos voar como os pássaros, mas podemos construir um avião para estar nas nuvens juntos deles.
Não conheço meus limites, mas a vida acaba me mostrando como ela é sem querer se mostrar, me ensina a dançar sem mostrar qual será o próximo ritmo, me ensina a conviver, mesmo eu querendo estar só.
Tudo acaba sendo uma surpresa...
Por que se fosse previsível, não teria a menor graça ser humano.