Sob a sombra das asas

Tudo o que somos não passa do que escolhemos ser.

Uma tristeza imunda meu coração sólido, crescendo de dentro para fora, querendo tomar conta de mim. Sempre existe algo dentro de nós que tememos, que desviamos, que não admitimos, que não suportamos.

Às vezes tenho a impressão que é bom estar vulnerável, faz-nos forte no final das contas...
Certo dia crescemos um pouco mais, sempre assim; devagar, como a vida de uma lagarta.
Você sabe diferenciar sua palavra de honra de seu orgulho?

Hoje meu coração foi tomado pela escuridão, e não sei se devo esperar o amanhecer vir para iluminar as coisas novamente. 
Eu sei que estou no escuro por que não acredito mais em mim. Hoje, eu já não acredito em mais ninguém e não adiantará reclamar quando eu estiver sozinho; quando fui eu mesmo que expulsei metade do mundo em minha volta.

Somos apáticos por maldade, ou por jeito? As coisas não parecem estar nos eixos certos, e a cada tentativa de concertar parece piorar a situação.
As ideias se dissipam com facilidade. Meu mundo, que uma vez fora confortável, mudou de forma. Mudou como uma borboleta que antes era uma lagarta. O problema é que ainda tenho a impressão de que ainda sou o mesmo animal.