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Carta #26

Já perdi a conta de quantos dias eu venho até aqui lhe assistir
Vê-la dançar, pular e sorrir.
Meu caderno de anotações está comigo,
Enquanto meu coração está aí em cima, com ela
Cada qual separados por uma plateia.
A escrita é mesmo, o último dos meus recursos
Escassos, ínfimos e inúteis
Quem disse que papel e caneta um dia podiam
Encarar um mundo cheio de atitudes fúteis?


Ela perdera a conta do tempo que já dançava
Sabia que eram anos
E que anos nunca significaram nada.
E tudo que queria era dançar em meio a chuva
Cercada de tudo, de todos
E mesmo assim cercada de nada.

E enquanto ela ouvia os gracejos da plateia
Que aplaudia e uivava
Tinha aceitado na sua vida uma ideia
De nunca mais aceitar nada de graça de alguém
Presentes são interesses,
E mesmo o presente é do interesse de quem vive, desde que pense no futuro.

Eu só consigo estacionar meu carro e terminar de escrever
Enquanto a chuva forte bate no teto como quem quer entrar
Porta adentro, com medo do frio do inverno que se apr…

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